quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Então, é Natal !

Na impossibilidade de o fazer individualmente como seria merecido, dado não ter qualquer contacto que o permitisse fazer, queiram receber um forte e fraterno abraço de Feliz Natal.
Lembrem-se que esta festividade é em honra do nascimento de Jesus e não do Pai Natal. Não é que eu tenha alguma coisa contra o boneco da Coca-Cola, mas continuo a preferir lembrar Aquele que nos veio ensinar que devemos amar o próximo como a nós mesmos. Façamos, pois, de conta que é a festa de anos de um amigo e disfrutemos da Noite das Noites!
Feliz Natal para todos vós que tanta paciência têm tido para ler as minhas histórias e ouvir as minhas músicas.
Que o Menino Jesus vos encha de prendas!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Melhor do que o Original

Leonard Cohen escreveu em 1984 esta Hallelujah que mais recentemente Jeff Buckley resolveu cantar à sua maneira, sendo esta versão aproveitada para integrar a banda sonora da Série Casos Arquivados da Fox Crime.
É uma balada com tonalidades de Gospel que consegue transformar a nostalgia em beleza. Mais uma vez demonstro o meu ecletismo musical, fazendo jus à máxima com que classifico os géneros musicais: para mim a música divide-se em boa e má. Nada mais.
No caso Jeff Buckley há que reconhecer validade ao nosso ditado "filho de peixe sabe nadar", porque o seu pai (já falecido) é/foi Tim Buckley.


Hallelujah - Jeff Buckley

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Se ao menos eu pudesse parar o tempo...

Se ao menos eu pudesse parar o tempo, o calendário teria parado no dia 8 de Dezembro de 1993 e o relógio universal ficaria para sempre com os ponteiros nas 9h e 59 min.
Também não me importava que os ponteiros andassem para trás como o célebre relógio do British Bar.
Importante, importante mesmo, era que não tivéssemos chegado às 10h daquela fria manhã. É que precisamente a essa hora o coração do meu pai parou. Tinha apenas 56 anos. Imagino-o hoje com 71 anos. Como seria a relação dele com os netos? Meu Deus, tanto que ele tinha para lhes ensinar e tanto que eles podiam aprender com ele! E a relação dele com todos estes gadgets que vão aparecendo, cada um mais sofisticado que o outro? Se calhar passava o dia a pedir aos netos que o ajudassem a mexer no iPhone ou no PDA, enquanto soltava a confissão "não percebo nada disto".
O calendário não parou. O relógio avançou implacável para as 10h, sem se preocupar se morria um homem que bem podia viver mais uns anos. Pergunto-me agora qual será o teu devachan.
Mulheres bonitas? Conversas infindáveis com os amigos? Toda a espécie de jogos de cartas? Uma biblioteca? Onde estás para lá de estares sempre no meu pensamento?
Se ao menos eu pudesse parar o tempo...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Para ouvidos atentos

Trago-vos hoje Afterwards, faixa do álbum The Aererol Grey Machine editado em 1969 pela Charisma Records.
A banda tem o nome esquesito de Vander Graaf Generator e ainda editaram um álbum em Março deste ano.
O grande responsável por esta longevidade é um senhor que já completou 60 anos e que dá pelo nome subjemente conhecido de Hammil, o qual tem repartido o seu génio por 1001 facetas do fenómeno musical, sempre com êxito e enorme competência .
Os Van Der Graaf Generator são um dos melhores exemplos do rock progressivo britânico, sendo capazes de criar ambientes sonoros de extremo bom gosto que nos transportam para planos de consciência próprios da meditação.
Esta não é uma música que passe na rádio, salvo nos tempos gloriosos do Em orbita (lembram-se?) e, por isso, acredito piamente que para muitos de vós será uma estreia.