segunda-feira, 15 de setembro de 2008

À memória de Richard Wright (28/07/1943 - 15/09/2008)

Esta noite vou procurar a lua e nela fixarei o olhar ate q a tristeza desta noticia se tranforme num sorriso de alegria igual a muitos q vivi ao som da sua musica.
Morreu, rick wright, o homem que sempre tocou keyboards nos pf, grupo de q foi fundador Nunca mais ouviremos os seus dedos virtuosos criarem aqelas atmosferas inconfundíveis que caracterizaram o som PF . se e vdd q o grupo conseguiu sobreviver a loucura de Syd Barret e ao mau feiito de roger waters isso ficou a dervese a personalidd impar de wright q pretendia a unidd da banda e a sua continuidade na cena musical em lugar de uma carreira a solo.
Esta noite vou procurar a lua pq no seu lado escuro e possivel ouvir um piano, um orgao, mil sintetizadores .
How i wish you were here!

domingo, 14 de setembro de 2008

Ouçam esta!

Em 1975 ouvi pela primeira vez Bruce sprigsteen, quando um amigo me emprestou aquele que já era na atura o terceiro abúm daqele que ficaria conhecido como The Boss.
As comparações com Bob Dylan, foram sempre inevitáveis, mas creio que daí nada pode resultar de útil, sendo uma discussão estéril e desprovida de sentido: era o que faltava que qualquer autor e intérprete que pretendesse/pretenda inspirar-se nos temas sociais, políticos e mesmo pessoais tivesse/tenha de pedir licensa a quem já está nessa senda – há lugar para todos! Springsteen possui uma voz poderosa que ele arranca dos confins da alma para nos brindar com canções onde nos conta histórias de vida que tem a genialidade de também retratarem um pouco a nossa própria existência.
Born to run é a musica que vos proponho, que também deu titulo ao álbum produzido pelo magico Phil Spector e façam favor de reparar na força com que o homem interpreta o tema – arrepiante.
(colocarei o link visto não conseguir o embed da música)

Desculpem ter acertado em cheio!

Pois é meus amigos, acertei em cheio no desfecho do famigerado processo do álcool, palpite que – acreditem – foi dos mais fáceis de toda a minha vida .
Aliás, tal como o tinha feito aqui perante vós (em (http://diasdeumadvogado.blogspot.com/2008/02/perioridades.html) repeti o palpite e as sugestões finais aos 3 canais de TV que me entrevistaram logo pelas 9h da passada segunda-feira para que a opinião de um advogado envolvido no caso fosse para o ar nos jornais da manhã.
Curioso foi ver a retirada dos jornalistas pela hora do almoço de terça-feira, quando já era mais do que evidente a queda das acusações mais graves como a associação criminosa e o homicídio qualificado .
Lamentável é o facto de nem um só elemento da comunicação social se encontrar na sala no momento em que foi lida a parte do acórdão, porque todos ansiávamos.
Os jornalistas queriam era que houvessem penas pesadas e isso a dado passo ficou afastado pelos factos de que o colectivo deu como não provados.

Significativo foi o facto de na terça-feira apenas ter sido abordado pela jornalista da TVI para a entrevista em directo no jornal das 9h, insistindo ela na tecla das penas pesadas e, ouvindo de mim o mesmo discurso confiante .
Como seria interessante se os jornalistas investigassem com seriedade todos os contornos deste caso, designadamente aquele que mais interessa aos contribuintes e que o custo elevadíssimo deste circo judiciário montado no novo Tribunal de Sintra pelo único motivo de ser ali que existe uma sala tipo “Pavilhão Atlântico” onde vimos o que se passa na sala nos ecrãs espalhados pelas colunas, quando o julgamento deveria ter corrido na Comarca da Moita.

Claro está que o Ministério público pretendeu dar um castigo exemplar aos que fazem da fuga aos impostos um modo de vida e acabou por sair de fininho mais tosquiado que uma ovelha! Entretanto, a opinião publica foi sendo envenada ao longo dos tempos pelas notícias que falavam em milhões e milhões de euros de impostos que o estado deixara de cobrar/receber num trabalho excelente de contra-informação.
A realidadade é/era infelizmente outra: qualquer imposto daqueles que estão em causa só é/era devido depois do contribuinte ter sido notificado da respectiva liquidação e – pasmem - a administração fiscal esqueceu-se quase por completo de notificar os contribuientes!!!

A título de exemplo, no caso dos meus clientes a empresa/entreposto apenas foi notificada de uma liquidação oficiosa (chamada na gíria L.O) , tendo eu impugnado a mesma e obtido sentenças favoráveis no TAF de Almada e no TCA Sul as quais deram razão ao contribuinte e anularam a dita liquidação oficiosa de IABA!
Não obstante, na a realidade sempre foi noticiado aquilo que constava na pronúncia, ou seja, que a empresa/entreposto tinha abotoado com 57 milhões de euros de IABA e IVA não pagos...Também aqui importa salientar que os Procuradores da República que fizeram o inquérito e a instrucção não estiveram no julgamento, deixando essa batata escaldante nas mãos de dois pacatos Procuradores colocados na simpática Comarca da Moita.
No fundo eles herdaram aquilo que os outros entenderem fazer/deixar para quem viesse a decidir, esquecendo-se que a tarefa do m nu megaprocesso desta dimensão é sem sombra de duvida hercúlea.
Pela arte que me toca respirei fundo, recebi os cumprimentos da praxe, disse as habituais palavras circunstância e só estou há espera do CD com o acórdão para arrumar no armário do arquivo morto os vários dossiers deste caso.
Termino como começei as minhas alegações: os meus clientes não deviam ter sido acusados, muito menos pronunciados e submetidos a julgamento, por isso, a sua absolvição não foi mais do que o reconhecimento de que essas decisões estavam erradas!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

As explicações de um fracasso

O regime mudou há 34 anos e se nos detivermos a analisar o que tem sido a investigação criminal/policial desde 25/04/1974 facilmente concluimos que ela se tem caracterizado mais pelo fracasso/insucesso do que pelo exito.

Nestas coisas importa recorrer à experiência pessoal resultante de tudo aquilo a que assisti e acreditem - não foi pouco. Tive a sorte de ser vizinho do sub-inspector Basto Simão, um homem franzino do tipo físico insignificante, mas um polícia assombroso que alcançou a categoria de sub- inspector, por mérito e não por habilitação académica. Habituei-me a vê-lo sair de casa para o seu trabalho vestido de acordo com as circunstâncias em que o caso que tinha em mãos o exigiam. Dito de outro modo, convivi com alguem que podia perfeitamente vender a sua biografia a uma qualquer produtora de cinema ou de TV, porque a sua vida dava por certo um belo filme.

O sub-inspector Basto simão tinha as propriedades de um camaleão, confundindo-se na paisagem urbana, passando despercebido, mas sempre atento a todo e qualquer detalhe que pudesse contribuir para a solução do seu caso. Foi ele o homem que apanhou Joaquim Borrego, um serial Killer que no início da decada de 70 do século passado matou 3 ou 4 homens com quem se havia relacionado intimamente, tendo para tanto frequentado as feiras e os mercados onde o assassino trabalhava como vendedor e onde engatava as suas vitimas.
Também a ele se deve a captura do assassino do costureiro australiano Rex Scott, igualmente nos primeiros anos da década de 70 e, tal como o caso anterior tratou-se de um homicídio em que o sub-inspector Basto Simão teve de mergulhar no meio da então quase clandestina comunidade gay.
Homem de poucas falas, mereci da sua parte a consideração de algumas conversas e a troca de alguns livros policiais que ambos consumiamos avidamente. Dele ouvi pela primeira vez falar do perfil psicológico do assassino ou ainda do Princípio de Locard, segundo o qual o interveniente (ou intervenientes) da cena do crime ao entrar em contacto com a vítima ou com aquilo que a rodeia acaba por deixar vestigios decisivos para a resolução do caso .


Bem sei que os tempos são outros, sendo certo que hoje em dia não há espaço para policias solitários que fazem da sua capacidade de dedução e da sua intuição o principal traço da sua competencia e empenho, todavia não percebo estas novas decisões de repartir funcionalmente por uma quantidade de policias as tarefas da investigação, como por exemplo no mediático caso Maddie em que estiveram envolvidos nos primeiros 3 dias 47 (!!!) inspectores da PJ: é humanamente impossivel tirar qualquer proveito deste trabalho tão partilhado, porque cada um fica apenas com a sua pequena porção de um todo que nem sequer o famigerado inspector-coordenador consegue montar/estabelecer!


Actualmente um inspector da PJ passa o seu tempo a fazer tarefas avulsas para n processos que não conhece, não domina e não chegará a trabalhar de uma forma coerente. Pode muito bem começar o seu dia de trabalho com o cumprimento de um mandado de detenção, para de seguida ir fazer uma vigilância a um certo local e depois concluir o dia com a inquirição de uma testemunha, tudo em casos distintos...


Ora, as coisas não acontecem por obra e graça do espirito santo e os sucessivos fracassos da investigação criminal têm no nosso país uma causa profunda que resulta precisamente desta maneira peculiar, a demais difusa de tratar a investigaçao de qualquer crime .


Não é preciso que o tempo volte para trás, mas é urgente reflectir sobre isto e ter a coragem de arrepiar caminho e devolvendo ao trabalho individual aquilo que só um indivíduo pode resolver, embora podendo contar com a ajuda de outros colegas que assim achar necessário.