quinta-feira, 9 de julho de 2009

E já se passaram 40 anos...

Foi em 20 de Julho de 1969 que o módulo lunar Eagle deixou na superfície da Lua os astronautas Neil Armstrong e Edwin “Buzz” Aldrin que ali permaneceram durante 21 horas até se reunirem com sucesso ao seu companheiro Mickael Collins que ficara a orbitar os comandos da Apolo 11.
Cumpria-se o sonho de JFK de ter um Americano na Lua antes do final da década e os EUA batiam a rival URSS na corrida do espaço e na conquista da Lua.
Nesse mesmo ano as rádios FM não se cansavam de passar a música de um sujeito algo estranho que mão se limitava a executar as suas canções no palco como também ousava maquilhar-se, pintar o cabelo de corte esquisito e vestir roupas andróginas.
Começávamos então a ouvir falar de David Bowie e para mim, como por certo para muitos jovens, space oddity foi a banda sonora dos voos espaciais. O tema tem 40 anos, mas faz-nos lembrar certas pessoas – não parece!
Querem um conselho? Olhem para as estrelas neste magnifico firmamento de Verão, enquanto escutam esta música!...

O louco da colina

Dentro de mim, no ponto mais alto de mim, está uma colina onde passo muitas horas a vaguear enquanto vou pensando e falando para mim mesmo. Gosto sobretudo de me sentar junto a um velho pinheiro manso que já está habituado a que eu me encoste ao seu tronco marcado pelos anos e ficar imóvel a olhar o céu, buscando com o olhar alcançar o infinito. Caminho sem me preocupar com mais nada a não ser pensar.
Os meus passos são os de um vagabundo assim como os meus pensamentos são vadios. Uns e outros dão-se muito bem com a solidão que reina na colina.
Penso, reflicto, medito e acabo sempre por guardar para mim os meus pensamentos, as minhas reflexões, as minhas meditações. Ainda hoje me considero um tímido não obstante os outros me considerarem extrovertido. Reconheço não preencho todos os requisitos de um tímido, já que gosto de falar em público e não tenho qualquer constrangimento em fazê-lo, porém prefiro muito mais percorrer a minha colina onde posso gritar todos os disparates que penso do que comunicar aos outros as minhas ideias. É possível que ouçam os gritos de um louco se por acaso ousarem aproximar-se um pouco mais da colina. Pelo menos escutarão o eco das suas palavras e não deixarão de dizer que há um louco na colina.

Curtissima (escrito em 30/06)

Morreu Rui Canas, o principal arguido do chamado mega processo de corrupção na Administração Fiscal. Embora o seu falecimento tenha ocorrido em Outubro de 2008, a verdade é que até hoje o seu acento de óbito ainda não chegou aos autos e para todos os efeitos o homem continua vivo como o demonstrou a mais recente notificação que recebi na passada semana.
10 anos completos, uma década inteira para resolver um caso que foi lançado na comunicação social com grande pomba e circunstância, como sendo o golpe final na corrupção que infestava a administração fiscal, enquanto em Nova Iorque hoje mesmo um juiz federal condenou a 150 anos de prisão o sr. Madoff após meia dúzia de meses desde o inicio da investigação. O Rui Canas já nem sequer era funcionário publico pois havia sido aposentado compulsivamente e na minha modesta opinião foi tão só um burlão que procurou aproveitar-se da consabida ignorância de alguns empresários em questões de fiscalidade, prometendo-lhes resolver os seus problemas com o fisco mediante o pagamento de boas maquias. Até o insuspeito consórcio da lusoponte entrou ao tempo com 60.000 contos que foram contabilizados como despesas confidenciais e claro que o problema não foi resolvido…o seu património pelos vistos está bem e recomenda-se, porque não foi só o Sr. Costa a divorciar se para entregar os bens à mulher de quem se divorciou mas que nem por um segundo deixou de ser sua mulher.
Tudo está a salvo num paraíso fiscal como era obrigatório para um “especialista” em fiscalidade…