Ao longo dos anos, tenho ouvido e lido palavras ou expressões que são exemplos perfeitos de como se fala tão mal a nossa língua.
Refiro-me apenas a palavras ou expressões que são criadas pelos seus autores com aquele ar de quem está a dizer algo com absoluta correcção e propriedade, deixando de lado os erros gramaticais propriamente ditos.
Eis, então, uma amostra dessas pérolas de criatividade e imaginação:
- nunos e cargos, quando queriam dizer onus e encargos;
- depositar o calção, quando o que estava em causa era a caução;
- operado à próxima, quando a cirurgia foi à próstata;
- carro partúria, em vez de carro patrulha;
- uso e campeão, em vez de uso capeão;
- prédio omissaro na matriz, em vez de prédio omisso na matriz;
- hoquissigénio, em vez de oxigénio;
- escola José Fadóbidos, em vez de escola Josefa de Óbidos;
- cônjugue, em vez de cônjuge;
- azuleijo, em vez de azulejo (esta foi escrita numa sentença!!!);
- secador da letra, em vez de sacador da letra;
- toxindependente, em vez de toxico-dependente;
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