sábado, 23 de agosto de 2008

...e justiça para todos!

Há sequencias de filmes que nos marcam para sempre, funcionando como tatuagens na nossa memória. É o caso da sequencia final de ...and Justice for all, obra de Norman Jewison estreada em 1979, onde Al Pacino nos dá uma demonstração da sua genialidade ao fazer umas alegações surpreendentes onde põem em causa não só o seu cliente, como o próprio sistema judicial americano.
Disse um dia Adelino da Palma Carlos, um dos nossos maiores advogados de todos os tempos, que "ser advogado é tocar as estrelas" e, de facto, quem assume esta profissão plenamente sabe que não raras vezes sentimos que só o céu é o nosso limite, porque o pensamento e as ideias tudo podem alcançar.
Vi o filme ainda na faculdade e logo fiquei tocado pelo alcançe desta sequencia antológica, porque percebi que a coragem e a ousadia de um advogado de barra deve ser exercida contra o poder judicial e aqueles que o exercem.
Vejam ou revejam estes 9 minutos de cinema e, se possível de imaginar isto num tribunal português...
para não pensarem que estas coisas só acontecem nos filmes, vejam então as alegações finais de Johnny Cochran, o master mind que liderou o dream team de advogados que defenderam OJ Simpson no seu mediático julgamento e não se envergonhem de bater palmas, porque o homem é mesmo excepcional !

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