quinta-feira, 9 de julho de 2009

Curtissima (escrito em 30/06)

Morreu Rui Canas, o principal arguido do chamado mega processo de corrupção na Administração Fiscal. Embora o seu falecimento tenha ocorrido em Outubro de 2008, a verdade é que até hoje o seu acento de óbito ainda não chegou aos autos e para todos os efeitos o homem continua vivo como o demonstrou a mais recente notificação que recebi na passada semana.
10 anos completos, uma década inteira para resolver um caso que foi lançado na comunicação social com grande pomba e circunstância, como sendo o golpe final na corrupção que infestava a administração fiscal, enquanto em Nova Iorque hoje mesmo um juiz federal condenou a 150 anos de prisão o sr. Madoff após meia dúzia de meses desde o inicio da investigação. O Rui Canas já nem sequer era funcionário publico pois havia sido aposentado compulsivamente e na minha modesta opinião foi tão só um burlão que procurou aproveitar-se da consabida ignorância de alguns empresários em questões de fiscalidade, prometendo-lhes resolver os seus problemas com o fisco mediante o pagamento de boas maquias. Até o insuspeito consórcio da lusoponte entrou ao tempo com 60.000 contos que foram contabilizados como despesas confidenciais e claro que o problema não foi resolvido…o seu património pelos vistos está bem e recomenda-se, porque não foi só o Sr. Costa a divorciar se para entregar os bens à mulher de quem se divorciou mas que nem por um segundo deixou de ser sua mulher.
Tudo está a salvo num paraíso fiscal como era obrigatório para um “especialista” em fiscalidade…

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