Há muito tempo que o meu país deixou de apresentar os índices e parametros próprios de um país desenvolvido, afundando-se cada vez mais em toda a espécie de classificações ou rankings, como se isso fosse absolutamente normal.
O Estado Novo durou 48 anos, mas o regime saído do golpe militar de 1974 já conta muito perto de 34 anos os prometidos 3D só se cumpriu o da Descolonização, faltando ainda cumprir a Democracia e o Desenvolvimento.
Portugal vem sendo governado por uma classe política enquistada com sofreguidão no aparelho estatal, fazendo constantes provas de que a sua única preocupação é governar-se, agarrar o tachinho com ambas as mãos e falar do povo como se tivesse a sentir os mesmos problemas que esse amarfanhado povo sente no dia-a-dia.
O prestígio internacional que os políticos e governantes portugueses conseguem alcançar para o país é apenas aquele que resulta da organização de eventos internacionais: desde a Expo 98 ao Euro 2004 ou agora à recente Cimeira UE- África que para Portugal o que fica é a satisfação de bem servir, como se o país fosse uma daquelas quintas onde se realizam banquetes de casamentos e baptizados.
Portugal não tem um projecto, uma ideia, uma agenda política para ser seguida pelos parceiros da UE. Portugal anda a reboque dos outros com um sorriso patético nos lábios de quem está contentinho com a sua sorte.
Afinal as coisas não mudaram assim tanto como nos querem fazer crer, dado que continuamos com Fado, Futebol e Fátima a ser fodidos sem dó nem piedade, o melhor será também começarmos a cantar "lá vamos, cantando e rindo, levados, levados sim..." sempre que o senhor Sócrates nos entra pela casa adentro a falar dos méritos do seu governo com o ar mais convincente deste mundo e até do outro.
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