Somos virgulas quando nos diluímos na multidão anónima sem nos destacarmos do grupo.
Virgulas que separam os vários sujeitos e não querem ser mais do que isso. Apenas um pequeno sinal na paisagem quotidiana.
Depois, um pouco mais adiante somos não apenas virgulas, mas pontos e virgulas, porque já somos destacados por entre os transeuntes que se atropelam nos caminhos da vida. Temos, pois, a força necessária para sermos distinguidos no meio dos rostos que seguem connosco.
De repente, damos conta que é preciso furar a corrente, cortar as amarras que nos obrigam a estar dentro da mesma frase e a sofrer a preputencia da oração dominante.
Então, somos o ponto final, espécie de lâmina que nos liberta e nos leva à conquista da desejada liberdade, porque a seguir se abre um caminho só nosso onde podemos escrever aquilo que quisermos.
Porém, a liberdade coloca-nos dúvidas, interroga-nos a cada passo e, por isso, somos forçados a ser pontos de interrogação, inquiridores da realidade que procuramos mudar em nome de um sonho.
Continuamos a nossa estrada absorvidos nos nossos pensamentos, fazendo jus à nossa condição de seres racionais. Caminhando e pensando até que alguém reconhece o nosso mérito e resolve colocar um ponto de exclamação à nossa frente como sinal de surpresa, de espanto, por tudo quanto pensámos.
Esforçámo-nos por nunca ser as reticências que são próprias dos fracos e dos hesitantes, razão pela qual nunca tropeçámos nelas.
Virgulas que separam os vários sujeitos e não querem ser mais do que isso. Apenas um pequeno sinal na paisagem quotidiana.
Depois, um pouco mais adiante somos não apenas virgulas, mas pontos e virgulas, porque já somos destacados por entre os transeuntes que se atropelam nos caminhos da vida. Temos, pois, a força necessária para sermos distinguidos no meio dos rostos que seguem connosco.
De repente, damos conta que é preciso furar a corrente, cortar as amarras que nos obrigam a estar dentro da mesma frase e a sofrer a preputencia da oração dominante.
Então, somos o ponto final, espécie de lâmina que nos liberta e nos leva à conquista da desejada liberdade, porque a seguir se abre um caminho só nosso onde podemos escrever aquilo que quisermos.
Porém, a liberdade coloca-nos dúvidas, interroga-nos a cada passo e, por isso, somos forçados a ser pontos de interrogação, inquiridores da realidade que procuramos mudar em nome de um sonho.
Continuamos a nossa estrada absorvidos nos nossos pensamentos, fazendo jus à nossa condição de seres racionais. Caminhando e pensando até que alguém reconhece o nosso mérito e resolve colocar um ponto de exclamação à nossa frente como sinal de surpresa, de espanto, por tudo quanto pensámos.
Esforçámo-nos por nunca ser as reticências que são próprias dos fracos e dos hesitantes, razão pela qual nunca tropeçámos nelas.
1 comentário:
um dos melhores textos aqui publicados!
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