No princípio, em 1980 foi a cruz vermelha portuguesa (CVP) e um curso de monitores de socorrismo que o habilitou a ministrar cursos de primeiros socorros em diversas entidades, designadamente em corporações de bombeiros.
A sua faceta autoritária foi logo exibida na delegação da Amadora da CVP, quando ali comandou a unidade de socorro com a patente de tenente.
Tratou-se de um comando bastante agitado, sempre envolto em polémica e conflitos com tudo e com todos. Depois veio o percurso político propriamente dito, semelhante ao de tantos outros que nestes últimos 34 anos têm feito carreira nos altos cargos da nossa Administração Pública.
Começou por ser o Presidente do Serviço Nacional de Bombeiros (SNV), o que até se percebe em função do seu passado na CVP. Porém, a sua presidência esteve sempre associada a disputas e guerras que perduram até aos nossos dias, não conseguindo apaziguar as hostes dos soldados da paz.
Anos mais tarde ei-lo à frente da direcção-geral de viação (DGV), ocupando o cargo de director-geral, o que já custa um pouco a entender porque raio é que foi lá parar além da litância partidária...
Como se sabe a DGV esteve sempre no meio de grandes confusões e polémicas, sendo por isso que, o actual governo tomou a decisão de acabar com aquela casa que não tinha conserto possível...
Com a criação da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) o PS logo o designou Presidente dessa nova entidade, como se isto fosse a coisa mais natural e mais óbvia do mundo.
O Senhor Director-Geral de Viação, o homem que decidia sobre os períodos de enibição de condução, sobre a abertura de Escolas de Condução e coisas do género, passou da noite para o dia a ser o responsável máximo por uma espécie de polícia que até teve direito a treino militar e tudo...
O Senhor Manda-Em-Tudo só começou a ficar mal na fotografia na passagem do ano quando foi apanhado a fumar uma cigarrilha no Casino Estoril e deu aquela resposta que todo o país ouviu incrédulo. A vida do homem parece que começou a complicar-se a partír desse momento fatídico em que o fotografo estava lá...
A ida do Senhor Manda-Em-Tudo à Assembleia da República foi algo penosa de ver, tamanha a dificuldade que o homem sentiu/sentia em explicar o inexplicável.
Agora começam a surgir sinais de que uma vaga de fundo se está a formar contra as patetices, as prepotências e o autoritarismo da ASAE e do seu Presidente.
Finalmente, porque já ontem era tarde!
Todavia dou comigo a pensar qual será a próxima paragem do Senhor Nunes. Se calhar a Direcção-Geral das Pescas ou então a Direcção-Geral de Turismo...enfim na rua é que o senhor Nunes não vai ficar porque o PS não deixa!!!
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