Desde criança que gostava de fazer aquele trajecto quando a cidade se aprestava para a chegada da noite. Caminhava devagar, parando aqui e ali, observando as montras, apreciando cada pormenor do Chiado como se estivesse a comer um bife na Trindade ou no Nicola.
As ruas iam ficando desertas e a luz crepuscular dava agora lugar à plena escuridão onde sobressaíam os candeeiros da iluminação pública e a profusão de cores projectadas das montras.
Caía uma chuva miudinha mas nem mesmo isso o fez acelerar o passo. Limitou-se a levantar a gola do blusão e a meter as mãos nos bolsos, sentindo um indiscritível prazer com aquela situação de caminhar à chuva enquanto a cara ia ficando molhada pelas pequenas gotas de água.
Á medida que a chuva ia caindo espalhava-se pelo ar um agradável cheiro a fresco que só foi quebrado pela passagem de um taxi cujo escape rivalizava com a chaminé de qualquer refinaria.
Seguia para casa como se fosse um autómato, não tendo na sua cabeça qualquer ideia ou pensamento que o ocupasse.
Este estado de coisas só foi alterado quando atravessou a Rua dos Fanqueiros e concluiu que estava já bem perto de casa. Perguntou a si mesmo o que seria o jantar, deixando sem resposta essa súbita interrogação por forma a que a mãe o surpreendesse com um dos muitos pitéus com que gostava de o receber.
De repente ouviu uma voz familiar chamar pelo seu nome:
- Jorge, espera!
Voltou-se e deu de caras com a autora daquele pedido. Instintivamente, sorriu mal deu com os seus olhos nos dela.
- Olá Teresa como estás? - Foi o que lhe conseguiu dizer após o impacto da surpresa.
- Agora já estou com mais tempo livre, fiz hoje o último exame desta época. - E que tal? Tens algum palpite para a nota que vais ter? – Atirou-lhe ao mesmo tempo que perscrutava o seu olhar sem qualquer disfarce.
As ruas iam ficando desertas e a luz crepuscular dava agora lugar à plena escuridão onde sobressaíam os candeeiros da iluminação pública e a profusão de cores projectadas das montras.
Caía uma chuva miudinha mas nem mesmo isso o fez acelerar o passo. Limitou-se a levantar a gola do blusão e a meter as mãos nos bolsos, sentindo um indiscritível prazer com aquela situação de caminhar à chuva enquanto a cara ia ficando molhada pelas pequenas gotas de água.
Á medida que a chuva ia caindo espalhava-se pelo ar um agradável cheiro a fresco que só foi quebrado pela passagem de um taxi cujo escape rivalizava com a chaminé de qualquer refinaria.
Seguia para casa como se fosse um autómato, não tendo na sua cabeça qualquer ideia ou pensamento que o ocupasse.
Este estado de coisas só foi alterado quando atravessou a Rua dos Fanqueiros e concluiu que estava já bem perto de casa. Perguntou a si mesmo o que seria o jantar, deixando sem resposta essa súbita interrogação por forma a que a mãe o surpreendesse com um dos muitos pitéus com que gostava de o receber.
De repente ouviu uma voz familiar chamar pelo seu nome:
- Jorge, espera!
Voltou-se e deu de caras com a autora daquele pedido. Instintivamente, sorriu mal deu com os seus olhos nos dela.
- Olá Teresa como estás? - Foi o que lhe conseguiu dizer após o impacto da surpresa.
- Agora já estou com mais tempo livre, fiz hoje o último exame desta época. - E que tal? Tens algum palpite para a nota que vais ter? – Atirou-lhe ao mesmo tempo que perscrutava o seu olhar sem qualquer disfarce.
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