Ainda estou com náuseas e vómitos desde que assisti ao tempo de antena concebido pelo canal 1 da RTP ao Presidente do Concelho de Justiça da FPF.
Mais uma vez aquilo que deveria ser o serviço público de televisão foi substituido pelo clientelismo mais rasteiro e descarado.
Por certo já repararam que sou um crítico implacável do trabalho da comunicação social, porque no nosso país as suas responsabilidades são acrescidas graças às características socio-culturais da população e infelizmente a qualidade/competência vai escasseando.
Nada me move contra os jornalistas, mas não posso pactuar com incompetência! Desde que rebentou mais este caso do Futebol Português ainda não tiveram tempo para perguntar ao Sr. Gonçalves Pereira, qual o fundamento de facto para a sua decisão de encerrar a reunião às 17: 55.
O homem tem repetido o chavão da "falta de condições" e os seus entrevistadores não têm sequer curiosidade em questionar quais as condições que faltavam - será que a curiosidade é meu exclusivo? Tudo fica porém mais limpido e cristalino se interpretarmos o que se passou à luz do que é um órgão como aquele.
Os ilustres conselheiros estão la porque a sua côr/fidelidade clubística tem interesse nisso! São parciais por definição e isso ficou bem evidente com o comportamento do inefável Sr. Pereira, que tudo fez para que estes recursos bicudos só fossem decididos no dia de São Nunca à tarde!!!!!
A criatura começou por convidar o Futebol Clube do Porto para se pronunciar sobre o recurso do Sr. Pinto da Costa, concedendo um prazo processual a quem ja havia declarado a sua renúncia a recorrer. Com este esquemazinho a UEFA entendeu aquilo que todos sabem, ou seja, na passada sexta-feira o que houve foi uma tentativa de Golpe de Estado por parte do Presidente do Futebol Clube do Porto que não queria a todo o transe que o seu clube, o amigo Costa e o Boavista pudessem ser prejudicados e daí o arrastamento da reunião horas a fio e a discussão de casos simples para depois jogar a sua cartada já quando os serviços da FPF e da liga estavam encerrados!
Para a criatura, o instituto da denegação de justiça será uma invenção dos mouros, também terá idêntica opinião sobre a negligência no exemplo da acção disciplinar.
Naquela reunião encerrada às 17:55 de 4/7/08 o Sr. Pereira foi acompanhado do seu fiel Vice-Presidente e do outro lado da barricada ficaram os cinco conselheiros que vão tendo alguma dignidade e também algum pudor.
Clamam os fundamentalistas que são todos mouros e benfiquistas ferrenhos apostados em tramar o FCP e o seu excelso timoneiro, mas a eles respondo como a minha avó - "vozes de burro não chegam ao Céu!"
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